Neste blog pretendo reviver lembranças de "escritos" antigos e outros mais novos, meus e de pessoas que admiro.
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sábado, 26 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Trailer de O SOM DO CORAÇÃO - Nos Cinemas
Sinopse
Rapaz que cresce em um orfanato é dono de um dom musical impressionante. Aos 11 anos, ele passa a se apresentar nas ruas de Nova York e usa seus talentos para encontrar seus pais, casal de músicos que foram separados pelo acaso quando jovens.
Elenco: Robin Williams, Freddie Highmore, Keri Russell, Jonathan Rhys Meyers, Terrence Howard, William Sadler
www.osomdocoracao.com.br
Este é,sem sombra de dúvida,um dos filmes mais comoventes que já assisti.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
Todos dormem e só se ouve o barulho do teclado,enquanto digito...e as lembranças vão chegando,acionadas pelo "todos dormem"...
Aos quinze anos,sonhos povoavam sua mente de menina moça,recém saída da infância e já pensando como mulher,numa época em que se amadurecia cedo para as labutas domésticas,mas se era considerada menina para frequentar os bailes da vida...o pai,carinhoso e protetor era severo em se tratando das diversões,tão normais para as outras meninas de sua idade...e aos seus pedidos e argumentos"-Todas as minhas amigas vão,pai",a resposta era sempre a mesma:-"Você não é todo mundo",e não se podia retrucar,falou,tá falado...ninguém se atrevia a
responder aos pais naquela época.E foi naquela época que nasceu o irmão caçula e ela foi promovida a mãe,sem parir.
E,é desta época,também,a lembrança da música de Dorival Caymmi,Acalanto,fio condutor destas reminiscências...para ninar o irmãozinho,era esta a melodia preferida e,mais tarde,os filhos que vieram.
Acalanto
Dorival Caymmi
A manhã já vem,
Todos dormem
A noite também,
Só eu velo
Por você, meu bem
Dorme anjo
O boi pega Neném;
Lá no céu
Deixam de cantar,
Os anjinhos
Foram se deitar,
Mamãezinha
Precisa descansar
Dorme, anjo
Papai vai lhe ninar:
"Boi, boi, boi,
Boi da cara preta
Pega essa menina
Que tem medo de careta". (2X)
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
A ARTE DE PERDER_
Tradução de Paulo Henriques Britto
“A arte de perder não é nenhum mistério;
Tantas coisas contêm em si o acidente
De perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero,
A chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério:
Lugares, nomes, a escala subseqüente
Da viagem não feita. Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
Lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas. E um império
Que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.
– Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo que eu amo) não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser mistério por muito que pareça (Escreve!) muito sério. “
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Liz Jensen fez um trabalho magnífico na construção das personagens:
Temos o pequeno Louis, um rapaz com predisposição p/ acidentes, que está a realizar terapia com o Perez Gordo, devido à crise familiar em que se encontra. É um rapaz com uma imaginação e um humor que nos diverte. E cujo destino culminará, tal como previa, no grande acidente que o leva ao estado de coma.
Temos o Dr. Pascal Dannachet que se vê perante um caso bizarro, que desafia as leis médicas, ao receber Louis Drax na sua clínica. Com a chegada do Louis, também recebe a sua mãe Natalie que exercerá nele uma atracção doentia.
Temos outro leque de personagens, todas elas importantes e que irão influenciar o fio condutor da história. Devo confessar o carinho que senti pelo pai de Louis Drax. É daquelas personagens que nos ensinam que, às vezes, fazemos escolhas e depois o destino teima em nos mostrar o que perdemos (se lerem o livro vão perceber do que falo!).
A temática principal desenvolve-se em Mente VS Alma: O que é verdadeiro, mentira, até que ponto conhecemos os mistérios da Vida, o que é possível e impossível. A temática secundária prolonga-se no poder do amor de mãe, os seus aspectos positivos e negativos. Apesar de ser um livro pequeno, ensina-nos que na vida…
"Quando se faz uma escolha errada, tem de se viver com ela. Toda a gente tem de viver com o que fez."(Louis Drax, p. 230).