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sábado, 26 de novembro de 2011

A Nona Vida de Louis Drax




 



Um livro que tem tanto de encantador como de perturbador, devido à temática em si.
Liz Jensen fez um trabalho magnífico na construção das personagens:
Temos o pequeno Louis, um rapaz com predisposição p/ acidentes, que está a realizar terapia com o Perez Gordo, devido à crise familiar em que se encontra. É um rapaz com uma imaginação e um humor que nos diverte. E cujo destino culminará, tal como previa, no grande acidente que o leva ao estado de coma.
Temos o Dr. Pascal Dannachet que se vê perante um caso bizarro, que desafia as leis médicas, ao receber Louis Drax na sua clínica. Com a chegada do Louis, também recebe a sua mãe Natalie que exercerá nele uma atracção doentia.
Temos outro leque de personagens, todas elas importantes e que irão influenciar o fio condutor da história. Devo confessar o carinho que senti pelo pai de Louis Drax. É daquelas personagens que nos ensinam que, às vezes, fazemos escolhas e depois o destino teima em nos mostrar o que perdemos (se lerem o livro vão perceber do que falo!).
A temática principal desenvolve-se em Mente VS Alma: O que é verdadeiro, mentira, até que ponto conhecemos os mistérios da Vida, o que é possível e impossível. A temática secundária prolonga-se no poder do amor de mãe, os seus aspectos positivos e negativos. Apesar de ser um livro pequeno, ensina-nos que na vida…

"Quando se faz uma escolha errada, tem de se viver com ela. Toda a gente tem de viver com o que fez."(Louis Drax, p. 230).


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Trailer de O SOM DO CORAÇÃO - Nos Cinemas


Sinopse
Rapaz que cresce em um orfanato é dono de um dom musical impressionante. Aos 11 anos, ele passa a se apresentar nas ruas de Nova York e usa seus talentos para encontrar seus pais, casal de músicos que foram separados pelo acaso quando jovens.

Elenco: Robin Williams, Freddie Highmore, Keri Russell, Jonathan Rhys Meyers, Terrence Howard, William Sadler

www.osomdocoracao.com.br

Este é,sem sombra de dúvida,um dos filmes mais comoventes que já assisti.

sábado, 19 de novembro de 2011



Todos dormem e só se ouve o barulho do teclado,enquanto digito...e as lembranças vão chegando,acionadas pelo "todos dormem"...
Aos quinze anos,sonhos povoavam sua mente de menina moça,recém saída da infância e já pensando como mulher,numa época em que se amadurecia cedo para as labutas domésticas,mas se era considerada menina para frequentar os bailes da vida...o pai,carinhoso e protetor era severo em se tratando das diversões,tão normais para as outras meninas de sua idade...e aos seus pedidos e argumentos"-Todas as minhas amigas vão,pai",a resposta era sempre a mesma:-"Você não é todo mundo",e não se podia retrucar,falou,tá falado...ninguém se atrevia a
responder aos pais naquela época.E foi naquela época que nasceu o irmão caçula e ela foi promovida a mãe,sem parir.
    E,é desta época,também,a lembrança da música de Dorival Caymmi,Acalanto,fio condutor destas reminiscências...para ninar o irmãozinho,era esta a melodia preferida e,mais tarde,os filhos que vieram.
É tão tarde
A manhã já vem,
Todos dormem
A noite também,
Só eu velo
Por você, meu bem
Dorme anjo
O boi pega Neném;
Lá no céu
Deixam de cantar,
Os anjinhos
Foram se deitar,
Mamãezinha
Precisa descansar
Dorme, anjo
Papai vai lhe ninar:
"Boi, boi, boi,
Boi da cara preta
Pega essa menina
Que tem medo de careta". (2X)


ACALANTO

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A ARTE DE PERDER_



Tradução de Paulo Henriques Britto

“A arte de perder não é nenhum mistério;
Tantas coisas contêm em si o acidente
De perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero,
A chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério:
Lugares, nomes, a escala subseqüente
Da viagem não feita. Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
Lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas. E um império
Que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.
– Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo que eu amo) não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser mistério por muito que pareça (Escreve!) muito sério. “