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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Minhas Janelas



 
Esta é a janela de minha saleta


A mesma janela em outro momento
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Janela do consultório de meu irmão...é aí que passo as minhas manhãs
E como não se vive sem sonhos, esta é a janela dos meus sonhos...E um poema de Cecília Meireles para adoçar a nossa manhã chuvosa...
A arte de ser feliz


Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
Cecília Meireles

domingo, 25 de novembro de 2012

UM DOMINGO FELIZ

O Shopping do Alto e a beleza de sua arquitetura...e de suas plantas.








Ariel e sua pose após o banho

  


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Manhã de domingo: apassarinhei-me... Alegria é brincar nas poças de sol.
M. M. Soriano
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O belíssimo crepúsculo de nossa cidade ontem


 Uma visão do por do sol, da janela de nosso sotão.



E um pouco de Quintana para afagar a alma...



As Coisas



O encanto
sobrenatural
que há
nas coisas da Natureza!
No entanto, amiga,
se nelas algo te dá
encanto ou medo,
não me digas que seja feia
ou má,
é, acaso, singular...
E deixa-me dizer-te em segredo
um dos grandes segredos do mundo:
- é simplesmente porque
não houve nunca quem lhes desse ao menos
um segundo olhar..
.




terça-feira, 20 de novembro de 2012

Pouso Alegre é uma cidade onde vivi dos cinco aos nove anos. Amei morar lá, fiz muitas amizades e um dia pretendo voltar e rever os lugares que habitam minhas recordações e os amigos que jamais esqueci.
Hoje deparei com um poema e uma prosa poética de uma moradora da cidade dos meus sonhos.

 
  • Somos viajantes do tempo em uma vida situada em algum ponto entre o nascer e o infinito Somos atores em papéis diferentes Somos simples e complicados ao mesmo tempo Dóceis com os amigos e ferozes quando provocados Em um momento calmaria, noutro explosão Nós mesmos, não sabemos o que queremos. Nossa maior missão é nos conhecermos de verdade, descobrir quem somos e o que pode preencher a nossa alma. Para sermos verdadeiramente felizes precisamos sempre dizer : eu me aceito como sou Quero só deixar amigos, flores e um desejo sincero de retornar. Aprendi que sou parte da estrada de muita gente e quero estar sempre pronto para recomeçar porque estou no caminho e preciso amar ... '''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''' "Não importa que algo de bom tenha acabado. O importante é que algo de bom tenha acontecido!" ''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''
  •  "Se eu tivesse dedos de fada,
  •  Bordaria estrelas no jardim...
  •  Que fossem macias e estofadas,
  •  Para que, descalço, você andasse sobre elas,
  •  Como quem pisa em canteiros de cetim.
  •  Se eu tivesse dedos de fada,
  •  Desenharia flores pelo teto,
  •  Que fossem azuis e perfumadas,
  •  Para que os anjos, devidamente seduzidos,
  •  Dissessem Amém aos seus sonhos preferidos 
  •  Se eu tivesse dedos de fada,
  •  Rabiscaria acordes nos espaços,
  •  Que fossem quentes e excitantes,
  •  Para que você desdenhasse do cansaço,
  •  A cada vacilo no seu chão de caminhante
  •  Mas, por eu não ter dedos de fada,
  •  Vou tentar modelar como um poeta,
  •  A palavra correta e o peito ardente.
  •  Para que você descubra finalmente
  •  Que sou sua poesia predileta. "
  •  (Flora figueiredo)
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  • Mora em Pouso Alegre
  • Nasceu em 5 de abril